quinta-feira, 9 de maio de 2013

Volta e meia


Não que as coisas estejam indo de mal a pior, mas sinceramente, estão indo. Errei, já sabia que ia errar com medo de deixar, de nos deixar, de nos perder, perdi. Perdi eu acho,  e a dor faz bagunça num tecido do corpo-talvez a alma- e dói o peito, dói feito agulha espetando, fazendo samba-canção de uma dor chata que tá presa nessa solidão. Não que esperava mais de você, esperar o quê? Você sempre disse "Um dia você vai crescer", talvez eu cresça, talvez a gente volte, nem que passe sete anos, eu vou te esperar, mas que seja menos, eu quero voltar hoje, ou amanhã de manhã. Digo porque espero, digo porque tenho fé, que errar querida todo mundo erra, mas era pra nos proteger, perdão, eu tive medo, e eu não fiz direito o que você disse que eu fiz, assumi sim, pra não fazer papel de certa, querendo só você, de volta na minha mesa. Hoje as coisas vão mudar, talvez escutar Sushi, não nos leve pro Japão, a solidão de agora, querida, eu seguro na palma da minha mão, me da um espacinho  me deixa te trazer de volta, não peço agora, mas um apelo, desses bem clichês, é que a vida inteira eu espero te ter, não, não, não, a ficha não caiu, eu to sentada aqui, e o sol já vai embora, to olhando pro pôr, eu te vejo numa nova aurora, mas aí fica essa, toda vez que a gente vê um pôr, a gente pede, pra chegar mais rápido no ouvido de Deus, eu peço "Traz ela de volta, inteira...'' 

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