Não que as coisas estejam indo de mal a pior, mas sinceramente, estão
indo. Errei, já sabia que ia errar com medo de deixar, de nos deixar, de nos
perder, perdi. Perdi eu acho, e a dor
faz bagunça num tecido do corpo-talvez a alma- e dói o peito, dói feito agulha
espetando, fazendo samba-canção de uma dor chata que tá presa nessa solidão.
Não que esperava mais de você, esperar o quê? Você sempre disse "Um dia
você vai crescer", talvez eu cresça, talvez a gente volte, nem que passe
sete anos, eu vou te esperar, mas que seja menos, eu quero voltar hoje, ou
amanhã de manhã. Digo porque espero, digo porque tenho fé, que errar querida
todo mundo erra, mas era pra nos proteger, perdão, eu tive medo, e eu não fiz
direito o que você disse que eu fiz, assumi sim, pra não fazer papel de certa,
querendo só você, de volta na minha mesa. Hoje as coisas vão mudar, talvez
escutar Sushi, não nos leve pro Japão, a solidão de agora, querida, eu seguro
na palma da minha mão, me da um espacinho me deixa te trazer de volta, não
peço agora, mas um apelo, desses bem clichês, é que a vida inteira eu espero te
ter, não, não, não, a ficha não caiu, eu to sentada aqui, e o sol já vai
embora, to olhando pro pôr, eu te vejo numa nova aurora, mas aí fica essa, toda
vez que a gente vê um pôr, a gente pede, pra chegar mais rápido no ouvido de
Deus, eu peço "Traz ela de volta, inteira...''
Nenhum comentário:
Postar um comentário