me guarde com estilo.
me guarde com amor e tesão no espaço que sobra no meio dos seus seios.
guarde-me com prazer o choro que eu te causei.
me guarde e me aguarde até acabar.
me guarde até eu não caber mais dentro de você.
me aguarde para voltarmos.
me guarde mais um pouco.
deixa-me crescer cada vez mais naquela tua calça justa com a boca dobrada.
deixe-me te engolir.
deixo-te livre para fazer o que quiser de mim.
mas me guarde de algum jeito, aí.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Total Eclipse of the heart
Já era tarde e eu tava cansado demais, ela tava cansada demais e segurando o sono e todos os problemas que aconteciam naquele dia. Desabou num choro, não sabia direito o que falar, nem o que fazer, falei que estaria do lado dela e ela toda meio apaixonada mandou eu escutar uma música chamada "Total eclipse of the heart", e disse que se eu não lembrasse de algo ela me daria um tapa na cara e foi dormir.
Escutei, era como se ela estivesse cantando aquela música enquanto entrava no meu ouvido e a letra fazia-sem querer- uma ligação com tudo que ia ocorrendo. Disse a ela que lembrei exatamente dela, e lembrei de quando estavamos juntos e começou a tocar essa música e aquela coisa de "Ah, eu amo essa música, cara!" era assim que ela me falava, e cantava um trechinho com aquela vez rouca de menina.
Perguntei a ela o que te lembrava e ela disse bem justa e precisa: "Nós".
Bom, aí eu fechei meus olhos, dei um sorriso de lado e senti aquele ventinho no peito, naquele momento era só ela e acabou.
Escutei, era como se ela estivesse cantando aquela música enquanto entrava no meu ouvido e a letra fazia-sem querer- uma ligação com tudo que ia ocorrendo. Disse a ela que lembrei exatamente dela, e lembrei de quando estavamos juntos e começou a tocar essa música e aquela coisa de "Ah, eu amo essa música, cara!" era assim que ela me falava, e cantava um trechinho com aquela vez rouca de menina.
Perguntei a ela o que te lembrava e ela disse bem justa e precisa: "Nós".
Bom, aí eu fechei meus olhos, dei um sorriso de lado e senti aquele ventinho no peito, naquele momento era só ela e acabou.
A ruiva
Depois que você começa a frequentar certos lugares, certas festinhas dessas de grupinhos da cidade, você vira uma espécie de senso comum. E no meio de lata de cerveja, capsulas, restos de cigarros, vidros de garrafas, cheiro se maconha na camisa, cadarço desamarrado e um arranhão no braço, você por descuido, avista cabelos vermelhos e pele branquinha, com estilinho de menina quero ser mulher, com aquelas botas que as meninas do centro de São Paulo usam, ela passa meio sem visão de quem a olha- eu olho cheio de rodeios e já imagino o ser pertinho de mim- Ela passa e não me vê, eu passo e ela não olha, eu vou buscar cerveja e ela não olha, um amigo meu me vê e me apresenta, ela me olha e a gente fica, passa a festa e a gente tá ficando, acaba a festa e depois a gente se encontra, passa semana e a gente fica, passa mais duas semanas e a gente ta ficando, passa um mês e a gente tá ficando, tá chegando no segundo mês e eu não sei o que essa garota quer, pode querer dar uma Summer e me enrolar. Esses cabelos vermelhos devem ter a mesma textura que os olhos de malandra que ela tem, sem contar seu pseudônimo de Lasciva, é encontrei uma garota na qual se encaixa com o significado dessa palavra.
E encontrei um puta perigo pra minha vida, não que ela não fosse um perigo pra humanidade mas para meu fígado, meu pulmão e a dopamina e a endorfina, ah meu caro, isso ela capricha na dose.
E encontrei um puta perigo pra minha vida, não que ela não fosse um perigo pra humanidade mas para meu fígado, meu pulmão e a dopamina e a endorfina, ah meu caro, isso ela capricha na dose.
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