terça-feira, 5 de novembro de 2013

A ruiva

Depois que você começa a frequentar certos lugares, certas festinhas dessas de grupinhos da cidade, você vira uma espécie de senso comum. E no meio de lata de cerveja, capsulas, restos de cigarros, vidros de garrafas, cheiro se maconha na camisa, cadarço desamarrado e um arranhão no braço, você por descuido, avista cabelos vermelhos e pele branquinha, com estilinho de menina quero ser mulher, com aquelas botas que as meninas do centro de São Paulo usam, ela passa meio sem visão de quem a olha- eu olho cheio de rodeios e já imagino o ser pertinho de mim- Ela passa e não me vê, eu passo e ela não olha, eu vou buscar cerveja e ela não olha, um amigo meu me vê e me apresenta, ela me olha e a gente fica, passa a festa e a gente tá ficando, acaba a festa e depois a gente se encontra, passa semana e a gente fica, passa mais duas semanas e a gente ta ficando, passa um mês e a gente tá ficando, tá chegando no segundo mês e eu não sei o que essa garota quer, pode querer dar uma Summer e me enrolar. Esses cabelos vermelhos devem ter a mesma textura que os olhos de malandra que ela tem, sem contar seu pseudônimo de Lasciva, é encontrei uma garota na qual se encaixa com o significado dessa palavra.
E encontrei um puta perigo pra minha vida, não que ela não fosse um perigo pra humanidade mas para meu fígado, meu pulmão e a dopamina e a endorfina, ah meu caro, isso ela capricha na dose.

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