Quando ela vem com aquelas perninhas finas fazendo um laço uma na outra e te olha com cara de cachorro de rua e vai chegando perto com aquele corpo minusculo mas com tanta coisa de mulher naquele jeito de andar, e dá aquele sorriso meio "olha eu to escondendo várias coisas de você só para você me descobrir por inteira" mas aí por outro lado eu penso "essa malandrinha tá querendo provocar e me fazer de tolo". É, por outro lado eu solto meu corpo e vou encontrá-la, algo meio de magnetismo ou qualquer força da natureza que queria aquele encontro alí naquela hora, e aquele momento passa tão lento que a música ecoa no meu fone e eu sinto uma possibilidade de acido lisérgico encharcando meu cérebro, mas é só fechar os olhos e assistir o futuro que vai se formando, exatamente quarenta-e-oito meses me esperando, lascando o turbilhão de fases que eu vou ter que passar, mas quando eu abro os olhos eu não te vejo mais, tô na fase de te transfigurar em todos os lugares, todas as pessoas, qualquer clichê desses.
To me perdendo tanto.
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