Encosto minha língua no céu da boca pra sentir o gosto do cigarro de bala forte que eu chupei para beijar uma garota que não gosta de quem fuma, e se caso ela resolvesse cheirar minha mão eu diria que segurei o cigarro de um amigo e que o próprio cigarro possui uma substancia que impregna em tudo, como um amor que eu tive e que até agora não saiu da minha mão, do meu corpo e pior do que não se pode lavar: do psicológico ou da alma, esses tecidos que despertam os sentidos de ser um ser.
Acho que ela sequer sentiu o gosto de nicotina, não reclamou, mas reclamou de eu ser doente e de não parar de falar dessa tal garota aí e me chamou de panaca quando disse que ela poderia parecer um pouco ela, principalmente se fossemos para casa ou para um motel, disse pra ela que gostaria muito que ela gemesse como a outra garota e eu só vi a mão dela batendo na minha cara, sim um tapa, e eu sorri com satisfação alcoólica.
Ela deve ter ido embora, eu não lembro, só lembro de lembrar da garota todo dia e ter a necessidade frágil de lhe escrever todo dia.
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