"Mas agora, tantos anos
depois, aprendera a traduzir como “que saudade”, “seja bem vindo”,
“que-bom-ver-você” ou qualquer coisa assim. Mais carinhosa, embora
inábil.
Abraçou-a, desajeitado." Caio F.
Eu não aguento mais pensar que tudo que penso me lembra você, -digo, porque essa coisa de pensar assim, já me deixa
meio-confuso-demais-da-conta-, e você sabe que sou louco e que antes mesmo já
pensava muito em você e você só sabia rir da minha cara, eu to te escrevendo
pra dizer que tá foda acordar com o sol batendo na minha cara que eu lembro de
quando estávamos deitados e o sol refletia nos seus olhos, e agora o sol
reflete nos meus olhos e sobra um reflexo vazio do outro lado da cama, as vezes
acho que é a sua sombra mas ela não se materializa, cansei, cansei de
enlouquecer e sair correndo nesses dias com sol, eu to ficando maluco, to
dizendo seu nome sozinho, to quietinho debaixo da cama com medo, essa coisa de
te amar me despertou sentimentos de quando eu era criança, e sabe quando você
tem que dar um brinquedo embora, aquele que você mais gosta e você faz birra,
chora, fica com bico porque pô é aquele brinquedo, e não importa que você
esteja crescendo ele é seu, tem um valor
sentimental, e você passa o dia inteiro
com aquela cara brava e aquele bico enorme pra coitadinha da sua mãe, que
explica com calma: “Filho, a gente tem que dar nossos brinquedos para ganharmos
outros, a gente cresce e depois esses brinquedo não tem o mesmo valor, agora
para com essa cara feia e dá o brinquedo pra mãe, não vai doer nada, depois
você nem vai sentir falta..”, queria minha mãe aqui para me explicar e pegar
essa dorzinha chata de te esquecer-perder-tirar você de mim, queria uma
explicação ou quero mesmo um colo para encostar minha cabeça e alguém dizer
“Foi só um sonho meu bem, tá tudo bem”.
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