sexta-feira, 5 de julho de 2013

Escrevi hoje porque eu sei que voltarás um dia, e guardareis saudades e guardarei você.



"Mas agora, tantos anos
depois, aprendera a traduzir como “que saudade”, “seja bem vindo”,
“que-bom-ver-você” ou qualquer coisa assim. Mais carinhosa, embora
inábil.
Abraçou-a, desajeitado." Caio F.

Eu não aguento mais pensar que tudo que penso me lembra você, -digo, porque essa coisa de pensar assim, já me deixa meio-confuso-demais-da-conta-, e você sabe que sou louco e que antes mesmo já pensava muito em você e você só sabia rir da minha cara, eu to te escrevendo pra dizer que tá foda acordar com o sol batendo na minha cara que eu lembro de quando estávamos deitados e o sol refletia nos seus olhos, e agora o sol reflete nos meus olhos e sobra um reflexo vazio do outro lado da cama, as vezes acho que é a sua sombra mas ela não se materializa, cansei, cansei de enlouquecer e sair correndo nesses dias com sol, eu to ficando maluco, to dizendo seu nome sozinho, to quietinho debaixo da cama com medo, essa coisa de te amar me despertou sentimentos de quando eu era criança, e sabe quando você tem que dar um brinquedo embora, aquele que você mais gosta e você faz birra, chora, fica com bico porque pô é aquele brinquedo, e não importa que você esteja crescendo  ele é seu, tem um valor sentimental,  e você passa o dia inteiro com aquela cara brava e aquele bico enorme pra coitadinha da sua mãe, que explica com calma: “Filho, a gente tem que dar nossos brinquedos para ganharmos outros, a gente cresce e depois esses brinquedo não tem o mesmo valor, agora para com essa cara feia e dá o brinquedo pra mãe, não vai doer nada, depois você nem vai sentir falta..”, queria minha mãe aqui para me explicar e pegar essa dorzinha chata de te esquecer-perder-tirar você de mim, queria uma explicação ou quero mesmo um colo para encostar minha cabeça e alguém dizer “Foi só um sonho meu bem, tá tudo bem”. 


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