segunda-feira, 1 de abril de 2013

Congelando as coisas, só pra não esquecer

a-Oi
b-Fala logo
a-O quê?
b-O que você disse que iria me falar
a-Ah é, é que sabe.. Você vai embora, e..
b-E...?
a-E cara, você foi o primeiro sabe? Me entende, é como quando alguém morre e não cai a ficha sabe? Você...
b-Eu..?
a-Você é tão lindo sabia? E você vai embora, eu não vou podê te ver mais, nem que fosse aqueles vinte minutinhos corrido, com tempo para um abraço e uma foto, eu não vou te ver mais...
b-Calma, não é pra sempre.
a-Não o caralho, você vai embora, você não vai mais estar nesta cidadezinha, você vai pra longe, longe de mim.
-b Mas existe férias..
a-E saudade também.
b-Para de desespero, a gente da um jeito.. 
a-Jeito? Você tá deixando a minha vida sem jeito.
b-Para, olha aqui, perguntei de você ontem pro Raul..
a-O Raul? E o que ele disse?
b-Disse que você anda muito largada...
a-Eu ando mesmo, e quer saber, parte da culpa é sua.
b-Minha? 
a-É, você não entende, você nunca vai entender, e quer saber, não importa, passa. E você vai embora cara, acabou.
b-Não é assim...
a-É assim, e eu vou embora, já é tarde, tenho muito coisa pra fazer
b-Um dia a gente se vê novamente...
a-Eu espero, espero realmente, sabe, eu acho que a gente ainda tem muita coisa pra viver..
b-Eu também acho, a gente tem uma vida..
a-Uma vida inteira..
b-Isso, inteira! 
a-Se cuida.
b-Vou cuidar de nós. 
a-Vai nada, tchau 
b-Tchau

Eles sempre foram assim, secura de ambas as partes, as vezes é preciso que a vida de um chacoalhada pra entender certas coisas, mais pra frente talvez, eles saberão o porquê. Talvez não sabiam que era amor, ou talvez tivessem medo, ou não sabiam mesmo o que era o amor, sabiam sim, que era algo forte, profundo e que um dia eles olhariam no olho do outro de novo, não importava o tempo, não importava quando e onde, mas tinham a certeza que voltariam. E voltaram. 


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